Sobre estereótipos

Olá Maricotas,

Hoje o assunto é diferente e saindo um pouco da linha de abordar produtos aqui no blog, pretendo fazer isso com mais frequência também, mas o papo de hoje é sobre os estereótipos nosso de cada dia.

Na sociedade a gente vê diversas cobranças e estereótipos nos quais devemos acatar, ceder e simplesmente ser assim, mas será mesmo? Eu sinto esse peso todos os dias e tem aumentado, sabem por que? Porque um dia eu decidi me tornar jornalista, estudei, fui atrás, amei a profissão, trabalhei e todas as pessoas que me perguntavam o que eu estudava ou o que eu sou (depois de formada) e eu dizia lindamente “Sou jornalista”, automaticamente as pessoas achavam que eu queria ser a nova Fátima Bernardes, trabalhar na Globo, apresentar o JN, muitos achavam e ainda acham que eu sei tudo sobre as regras gramaticais da língua portuguesa, que entendo tudo sobre política e já li todos os livros do mundo…

Enfim, foram todas essas coisas que se em algum momento eu dissesse que não sabia ou não entrava em uma discussão isso me fazia ser menos jornalista, se é que isso existe. Estou falando no passado, mas é algo que lido todo o tempo, mas de uma forma melhor e sem me abater como quando eu era mais nova.

E vocês achavam que era só isso? Estão enganados! Quando criei o blog, tive que lidar com outro esteriótipo, o de ser Blogueira. Confesso que eu me incomodava com isso no começo, só que ainda me considero uma jornalista que tem um Blog porque tem alguns comportamentos de blogueira que eu não tenho, papo para outro post, mas quando as pessoas descobrem que tenho um blog e tudo mais surgem outras especulações e até cobranças, eu tenho que andar com roupa da moda, toda nos trinques, maquiada até o talo, preciso ter canal no youtube, ter o nariz arrebitado, ganhar milhões de produtos das marcas, sendo que na realidade as coisas não funcionam.

As pessoas já automaticamente entendem que quando você diz determinada profissão ou que realiza tal coisa, você precisa ter X comportamentos, mas a gente não precisa necessariamente ser assim, a não ser que você queira. Eu não sou tudo o que me rotulam ou falam que eu devo ser, eu sou eu mesma. É uma pena não suprir as expectativas das pessoas, mas eu sou eu. Não preciso me fingir ser intelectual e dizer que sei falar sobre tudo sendo que é mentira, não é porque tenho um blog que eu vou me passar como a riquinha que ganha só coisas boas, sendo que a realidade não é essa e nem é esse o propósito de quando fiz o blog, mas sim de passar informações, ganhar algo acaba sendo uma consequência mesmo.

Vestir os estereótipos que nos vendem só nos faz nos perdermos do que realmente somos, vai chegar uma hora que tudo isso não vai passar de casca e não da sua verdade. Temos que ser quem somos independente de qualquer coisa ou alguém que queira ditar como devemos ser ou nos comportar.

Você também já passou ou passa por alguma situação como essa? Também tem um esteriótipo criado por algo que você faça, trabalhe, estudo ou tenha? Me conte, vou adorar saber

Beijão!💓

Ágatha Alves

Ágatha Alves

Jornalista por formação, 25 anos, leonina, cacheada com muito orgulho e paulistana. Cultiva um amor incondicional por esmaltes e algumas coisinhas a mais.

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